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Marcos Ottaviano na Veja São Paulo
Postado em Domingo, Fevereiro 20, 2011 as 9:05 PM por Marcos Ottaviano
Moema: shows no Bourbon Street e no Citibank Hall
Durante anos, as duas casas concentraram apresentações de grandes nomes do rock, do soul, do jazz, do blues e da MPB
Nathalia Birkholz | 02/02/2011
Em dezembro de 1993, o bairro ganhou outro palco que ficaria famoso, o Bourbon Street, construído em um casarão dos anos 50 que ocupava uma então pacata esquina na Rua dos Chanés. A noite de abertura, com a presença do guitarrista americano B.B. King, quase naufragou: o empresário que negociava o show desistiu do acordo, mas o artista resolveu comparecer do mesmo jeito. “Ele se preocupou conosco”, conta o diretor artístico Herbert Lucas. “Depois veio mais cinco vezes e acabamos ficando amigos.”
Prova disso é o troféu exibido na entrada: uma guitarra Gibson ES-355, idêntica à sua inseparável Lucille, autografada. Ao longo dos anos, passaram por lá mais de 300 artistas nacionais e 400 internacionais, como Wynton Marsalis e Ray Charles. O cantor e pianista, aliás, teria ficado com ciúme da guitarra de B.B. King e ofereceu um presente para a casa dos sócios Edgard Radesca e Luiz Fernando Mascaro (já falecido), quando a visitou, em 1995: em uma das paredes está exposto seu emblemático terno colorido. “Ray Charles era absolutamente autônomo em suas ações, agia como se não fosse cego”, lembra Herbert.
Os grandes nomes não apareciam apenas no palco. Ron Wood, guitarrista dos Rolling Stones, estava na plateia durante a apresentação da banda paulistana Blue Jeans, em 2002. Fã do guitarrista Marcos Ottaviano, a quem chama de teacher (professor, em inglês), Wood subiu ao palco para uma jam session de quarenta minutos. Desde 2003, a casa ainda promove o Bourbon Street Fest, festival de jazz e blues com shows de rua pelo bairro, geralmente em agosto. No ano passado, as apresentações acumularam 50.000 espectadores e a programação foi incluída no calendário oficial de eventos culturais da cidade
Link para ver matéria completa
Veja São Paulo edição 2202 - 2 de fevereiro de 2011
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Shuffle Blues Moderno - Vídeo
Postado em Segunda-feira, Dezembro 20, 2010 as 8:19 PM por Marcos Ottaviano
Atualizado: Segunda-feira, Dezembro 20, 2010 8:41 PMPostado em Artigos Varios (RSS), Video (RSS)
MARCOS OTTAVIANO NA GUITAR PLAYER DE DEZEMBRO
Postado em Domingo, Dezembro 12, 2010 as 9:59 PM por Marcos Ottaviano
Guitarra Blues do Tradicional ao Moderno
Por Ricardo Vital
A proposta é ambiciosa: ensinar o blues desde as primeiras notas na guitarra até a fase de produção de um CD, passando por exercícios técnicos, comentários sobre estilos, histórico e discografia selecionada. Reconhecido como um dos maiores guitarristas brasileiros do gênero, Marcos Ottaviano não esconde nada no livro com CD Guitarra Blues – Do Tradicional ao Moderno (editora Melody).
O material impressiona. O projeto gráfico como um todo é de alto grau de profissionalismo, o que valoriza ainda mais as riquíssimas informações didáticas contidas na obra. Os exemplos em áudio merecem um comentário à parte, tanto pelo feeling dos músicos envolvidos como pela extrema competência com que o músico e produtor Amleto Barboni registrou o trabalho, resultando em faixas com alta qualidade de timbre, distribuição de som e definição das notas. As guitarras foram gravadas pelo próprio Ottaviano, acompanhado por Andrei Ivanovic (baixo) e Richard Montaño (bateria).
Guitarra Blues – Do Tradicional ao Moderno é um guia essencial a guitarristas que desejam se iniciar ou se aprimorar nos caminhos (e encruzilhadas) do blues. Contém licks e bases essenciais, análises de cada estilo e a técnica e linguagem necessárias para tocar o gênero. Confira a seguir o que os principais envolvidos têm a dizer sobre o novo lançamento, além de uma lição especial com exemplos extraídos do livro.
Quando surgiu a ideia de fazer um livro nesse formato?
Veio a partir do momento em que organizei o meu material didático. Dou aulas de guitarra blues há 20 anos e, de uns dez anos para cá, vinha sonhando com a possibilidade de publicar parte desse trabalho em um livro acompanhado de CD. Lançar essa obra foi muito especial para mim. Como professor, eu precisava ter parte do meu material didático registrado oficialmente.
O livro representa o conteúdo que você disponibiliza como professor?
As lições e assuntos abordados no livro fazem parte da minha aula. Quando comecei a organizar o material que compõe o livro, tive muito cuidado para que não faltassem assuntos que considero importantes para o estudo da guitarra blues. Convidei Wesley Caesar para dividir a coordenação didática comigo e pedi para ele manter a parte prática bastante viva. Essa é uma característica do meu curso e mantive isso no livro, juntamente com a parte teórica que teríamos de abordar.
Matéria completa na Revista Guitar Player 176/Dezembro de 2010.
Para adquirir seu exemplar clique aqui. GP BRASIL
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Entrevista - Marcos Ottaviano fala sobre o livro Guitarra Blues
Postado em Terça-feira, Outubro 05, 2010 as 11:20 PM por Marcos Ottaviano
Entrevista - Marcos Ottaviano e o seu livro sobre Blues
Por Henrique Inglez de Souza
Marcos Ottaviano lançou durante a última edição da Expomusic o livro 'Guitarra Blues do Tradicional ao Moderno'. O projeto foi desenvolvido em parceria com Guitar Player e aborda as mais diversas vertentes do estilo.
O livro vem com um CD de áudio (playbacks) especialmente gravado pelo guitarrista e traz passagens e manhas inspiradas nas pegadas dos grandes mestres. São 30 lições transcritas e analisadas por Ottaviano, que transita pelo Chicago blues, boogie, funk blues, blues britânico, Texas shuffle e muito mais.
Veja o papo que tivemos com o guitarrista.
GP - Se você não fosse o Marcos Ottaviano e fosse um guitarrista que estivesse interessado em aprender a tocar blues, o que acha que chamaria a atenção na abordagem do livro?
Marcos Ottaviano - Esse livro traz vários assuntos que podem chamar atenção. Há um método que aborda vários estilos dentro do blues e está dividido em quatro partes. Todas as lições foram analisadas por mim e o guitarrista Wesley Caesar, que assina a coordenação musical comigo. Uma quinta parte do livro foi preparada especialmente pelo guitarrista e produtor Amleto Barboni, que fala sobre a produção do CD que acompanha o livro. As gravações das lições tiveram as participações do baixista Andrei Ivanovic e do baterista Richard Montaño, grandes músicos e especialistas no gênero. Ter as lições e os playbacks gravados por uma banda de verdade facilita muito os estudos. Dá mais naturalidade para praticar. Mas, acima de tudo, a principal função dele é ser didático. Você pode dedicar um período a cada parte como se usasse apostilas. Dessa maneira, o estudo do método fica mais proveitoso.
Para ver entrevista completa visite:
http://guitarplayer.uol.com.br/?area=detalheNoticia&id=1060
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O Eterno Rei do Blues
Postado em Domingo, Maio 09, 2010 as 3:20 PM por Marcos Ottaviano
Confira na Guitar Player de Maio n° 169 entrevista especial com B.B.King.
A revista Guitar Player pediu para Marcos Ottaviano indicar quatro álbuns para os leitores. Veja a seguir um dos quatro álbuns indicados.
Live at Apollo (1991)
" Uma superprodução, Live at Apollo traz o rei do blues muito inspirado e emocionado por retornar a esse templo da música. Ele está acompanhado de uma big banda, que tem entre seus integrantes o guitarrista kenny Burrell e o baixista Ray Brown - dois gigantes do jazz. Vale a pena conferir a música When Love Comes To Town, do U2, que aqui ganhou uma versão especial e muito alegre, bem ao estilo B.B.King".
Atualizado: Domingo, Maio 09, 2010 7:43 PMPostado em Artigos Varios (RSS)
Marcos Ottaviano & Kiko Moura na Guitar Player de Março
Postado em Quinta-feira, Março 11, 2010 as 12:25 AM por Marcos Ottaviano
Por: David Hepner
Guitarristas de estilos diferentes, Marcos Ottaviano e Kiko Moura estão lançando o primeiro álbum do projeto instrumental que desenvolvem juntos. O disco baseia-se no blues, mas apresenta também country, rock, R&B e pitadas de jazz. O que mais chama a atenção são as incríveis partes de guitarra – verdadeiras aulas de fraseado, bom gosto e timbre.
Ottaviano conquistou o status de um dos maiores guitarristas de blues do Brasil. Em 1991, formou a Companhia Paulista de Blues e registrou dois vídeos didáticos sobre o gênero. Em 1993, passou a integrar o Blue Jeans, que dez anos depois lançou o bem-sucedido CD Come Back Home. A banda registrou também o DVD Sao Paulo Sessions, ao lado do guitarrista americano Magic Slim. Em 2000, Ottaviano colocou no mercado o álbum-solo November 12 Sessions.
O estilo do guitarrista é caracterizado pela classe com que executa bends e vibratos e por uma elegante técnica de slide. Não à toa recebeu elogios de Ron Wood (“Professor, talvez você possa me dar umas aulas?”), B.B. King (“Sinto que minha missão está cumprida quando vejo uma banda como o Blue Jeans, que representa tão bem o blues”) e John Pizzarelli (“Fraseado excelente, ótimo timbre, guitarrista fantástico”).
Veja a matéria completa na Guitar Player nº167
Atualizado: Quinta-feira, Março 11, 2010 12:42 AMPostado em Artigos Varios (RSS), Entrevistas (RSS)
MARCOS OTTAVIANO & KIKO MOURA NA RADIO EDUCADORA
Postado em Sexta-feira, Março 05, 2010 as 8:35 PM por Marcos Ottaviano
Toda energia e musicalidade de um dos estilos mais bonitos e profundos da música mundial. Um ritmo que encanta o mundo com a sua força não poderia ficar de fora da Educadora FM, que toca o melhor da música.
O programa apresenta o que há de mais rico no universo do blues nacional e internacional. Além de muita música, traz notícias, entrevistas, dicas, tudo de mais interessante relacionado ao blues. Escute toda classe e beleza deste estilo em um programa feito por quem conhece do assunto.
O programa acontece toda quarta - 21h.
Para ouvir o programa feito com Marcos Ottaviano & Kiko Moura Project
Visite: EDUCADORA BLUES
Apresentação: Álvaro Assmar http://www.alvaroassmar.com.br/
Para ouvir a radio Visite: RADIO EDUCADORA
Atualizado: Segunda-feira, Junho 28, 2010 10:59 AMPostado em Artigos Varios (RSS), Entrevistas (RSS)
ENTREVISTA NA COVER GUITARRA
Postado em Domingo, Fevereiro 28, 2010 as 11:11 AM por Marcos Ottaviano
Confira na Cover Guitarra nº 178, deste mês a matéria feita com Marcos Ottaviano & Kiko Moura.
Durante a entrevista os guitarristas revelam como foi a gravação do primeiro Cd em parceria, técnicas de improvisação e muito mais.
Leia aqui trecho da entrevista!
Como vocês costumam pensar seus improvisos? Gostam de seguir um raciocínio mais linear, sem se preocupar tanto com as mudanças de acordes, ou valorizam também o pensamento vertical, preocupando-se com os acordes?
Marcos: Quando comecei, improvisava somente com as pentatônicas na tonalidade das músicas. Se a música era em Lá, usava os cinco desenhos e pronto. Soava tudo sempre menor. Depois aprendi que mudando as pentas tudo um tom e meio abaixo do tom que estava tocando soava tudo maior! Que maravilha (risos)!!! Foi aí que percebi que a maioria dos guitarristas que ouvia improvisavam por acordes, misturando pentas menores com as maiores, usando escalas mixolidia, dórica, menor melódica, diminuta, tocando arpejos. Hoje em dia, penso assim na hora de improvisar, mas também gosto de “viajar” em um solo sem prestar muita atenção nos acordes.
Kiko: Costumo tocar mais cadenciado explorando os acordes.
Atualizado: Domingo, Fevereiro 28, 2010 12:04 PMPostado em Artigos Varios (RSS), Entrevistas (RSS)
Um Refinado Duo de Guitarristas em Ação
Postado em Domingo, Agosto 02, 2009 as 9:49 PM por Marcos Ottaviano
Kiko e Ottaviano, um refinado duo de guitarristas em açãopor Demma K.
Conseguir entrosar tão bem instrumentos parecidos é uma tarefa para poucos, ainda mais na guitarra, onde o ego da maioria parece dominar mais que a música.
Marcos Ottaviano e Kiko Moura, dois guitarristas brasileiros de primeira linha, se juntaram e conseguiram um excelente resultado sonoro, por sinal muito agradável a todos os gostos.
Num show cheio de atrações, realizado na quarta feira, dia 24 de Junho, no Bourbon Street Music Club, eles mostraram o trabalho, que em breve será lançado num CD.
Ottaviano é um dos maiores conhecedores do blues tupiniquim. Já foi parabenizado pelo Rolling Stone Ron Wood em 2002, e também arrancou elogios de BB King, que ainda autografou a sua guitarra.
Kiko Moura é um refinado guitarrista, que tem em seu currículo apresentações com diversas cantoras, como Na Ozetti, Misty, Virginia Rosa, entre outras, e ainda leciona nas melhores escolas de São Paulo.
O novo trabalho desta dupla dinâmica mescla raízes do blues com um sabor diferente, que nos remete a coisas pop, tais como a do grupo Steely Dan.
O timbre das guitarras também foi algo marcante no show. Ottaviano usou equipamentos raros, como um amplificador Marshall Bluesbreaker com falantes originais Greenback, pedais como Fuzz 69, da Fulltone, e um peculiar overdrive artesanal.
O show foi muito bom, agradável e sem exageros. Era uma festa com apoio da revista Jazz+. Eles realizaram um ótimo trabalho em equipe, foram acompanhados por Andrei Ivanovic, no baixo, e por Richard Montagno, na bateria. Ainda contaram com a participação de Celso Salim, na guitarra, e Robson Fernandes, na gaita.
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Blog Dedicado a Gibson ES-335
Postado em Domingo, Julho 26, 2009 as 10:00 PM por Marcos Ottaviano
O blog criado pelo guitarrista Fernando Bernardino, é inteiramente dedicado a Gibson 335. A cada dia o blog é atualizado na forma de fotografia, vídeo ou informação.
Para conhecer o blog e ver a matéria feita com Marcos Ottaviano visite:335 Blog
Atualizado: Domingo, Agosto 16, 2009 11:12 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
Blues - Da Lama À Fama
Postado em Sexta-feira, Agosto 15, 2008 as 2:52 PM por Marcos Ottaviano
O livro Blues - da Lama À Fama do crítico Roberto Muggiati nos remonta a
trajetória do blues, das origens rurais do Mississippi até os grandes
festivais do mundo, fazendo referências tambem aos nossos musicos "made
in Brazil" é mesmo o chamado Blues da Goroa o som
da Grande São Paulo.
Locais como o Aeroanta, ou nas noitadas de blues da Cultura Inglesa; e surgiram recentemente clubes especializados como o blue Note Jazz Bar, nos Jardins; o Brittania, na Vila Mariana; e o Bourbon Street Music Club, em Moema, que não fez por menos: trouxe para a festa de sua inauguração, em Dezembro de 1993, o lendário B.B. King.
Entre as muitas bandas que tocam nestes clubes estaõ a Companhia Paulista de Blues (seu vocalista, Marcello Porto, gravou um jingle para a pizza Hut), e a banda Blues Jeans...
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:05 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
Blue Jeans & BB King
Postado em Segunda-feira, Julho 28, 2008 as 12:26 AM por Marcos Ottaviano
Em Março de 2004, o Blue Jeans foi convidado para abrir os três shows do
rei do blues, B.B.King, em São Paulo, e foi surpreendida quando o
próprio B.B.King os chamou novamente ao palco no final do seu show para
falar que a sua missão estava cumprida, porque havia no mundo banda como
o Blue Jeans, representando tão bem o blues!!
Confira: Blue Jeans & B.B.king
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:38 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
Sexo, Drogas e Rolling Stones...
Postado em Segunda-feira, Julho 21, 2008 as 11:04 AM por Marcos Ottaviano
Histórias da banda que se recusa a morrer de José Emilio Rondeau e
Nelio Rodrigues
O livro é ilustrado com fotos raras e inéditas. Reúne histórias íntimas de bastidores e alcova contadas pelos próprios protagonistas e por quem conviveu com eles, e traz inúmeras reportagens de época, resenhas de discos e shows. Como o imemoravel 09 de Janeiro de 2002, durante uma destas apresentações o Blue Jeans recebeu no palco Ronnie Wood (Rolling Stones) para uma Jam Session, e foi o próprio Ron que em poucas palavras sintetizou toda a trajetória da Banda desde o inicio de sua brilhante carreira, enfrente a lotação esgotada da casa Ron Wood fez elogios à banda falando "The Band they're Wicked" (banda endiabrada) e chama Marcos Ottaviano de "The teacher" (Professor).
Não há banda com mais crédito que os Rolling Stones para substituir qualquer um dos elementos da máxima ?sexo, drogas e rock"n"roll. O grupo extrapolou as mais otimistas previsões sobre o tempo da sua duração ou a resistência física de seus integrantes, com influência direta na afirmação musical do rock, na revolução comportamental dos anos sessenta e setenta, e na profissionalização do mercado de entretenimento. José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues detalham essa trajetória com a experiência de anos de jornalismo musical e a paixão dos aficcionados pela música e suas histórias.
Jornalista, desde 1977 José Emilio Rondeau escreve sobre rock, cinema e cultura pop para as principais publicações brasileiras, entre elas O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Veja, Rolling Stone, Marie Claire, Bravo! e Trip. Antes de se mudar para Los Angeles, onde foi correspondente internacional de 1987 a 2004, dirigiu videoclipes para alguns dos mais importantes artistas do rock brasileiro, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Lobão e RPM. Em 2006, lançou seu primeiro longa-metragem de ficção, a comédia romântica/fantasia rock n?roll 1972, que escreveu (junto com Ana Maria Bahiana) e dirigiu.
Biólogo, pós graduado em Botânica pela Universidade de São Paulo, faz tempo Nelio Rodrigues deixou de lado as pesquisas em algas de água doce e a cátedra universitária para se dedicar a investigar, historiar e documentar o rock brasileiro, sobretudo das décadas de 1960 e 1970. Seus textos foram publicados na revista Vogue RG e no Jornal do Rock, e ele colaborou com a publicação norte-americana Beatlefan. Há anos escreve para a revista eletrônica Senhor F, especializada em classic rock. É autor do livro Os Rolling Stones no Brasil: Do descobrimento à conquista (1968-1999), publicado em 2000.
Os autores acumulam vinte shows dos Rolling Stones no currículo, vistos entre 1975 e 2006.
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:10 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
Disco John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton
Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:39 PM por Marcos Ottaviano
Quando comecei a tocar blues, na década de 1980, não havia professores
para esse gênero. O jeito, então, foi recorrer aos LPs. Um disco que me
chamou bastante a atenção foi o famoso John Mayall and the Bluesbreakers
with Eric Clapton (1966).
Com ele, pude aprender muitas técnicas como vários tipos de bends, vibratos, palhetadas e ligados que uso como referência ainda hoje. Por exemplo, a faixa Little Girl é um exemplo de aplicação dos diversos tipos de bends no blues, como quando ele sobe 1 tom e desce ½ tom, conseguindo duas notas em uma mesma casa.
Procurando aprender sobre as influências de Eric Clapton nesse disco, pude descobrir grandes guitarristas de blues, como Otis Rush e Freddie King, que acabaram me inspirando bastante. Eu ouvia John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton todos os dias, até decorar músicas como Hideaway, o primeiro blues que aprendi a tocar. Para quem ainda não escutou, esse disco é uma boa pedida.
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:02 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
Lap steel Del Vecchio
Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:37 PM por Marcos Ottaviano
Em 1993, ao entrar numa loja em São Paulo, vi um instrumento que me
chamou a atenção. Ele estava fora da vitrine, em um canto, sem tarraxas.
O vendedor disse ser um lap steel (ou guitarra havaiana) da Del Vecchio,
fabricado na década de 1960. Como já tocava slide, fiquei muito
interessado. Não tive dúvida e comprei na hora.
Comecei a estudar a nova técnica para poder colocar em prática nos shows. Depois de alguns anos de uso, as tarraxas já não afinavam mais e a ponte original muito parecida com a de um violão se soltou. Foi quando levei ao Márcio Zaganin para que ele fizesse algumas modificações.
O Márcio gostou bastante do instrumento e me contou a respeito de sua construção. O corpo da guitarra era feito de mogno e o braço de jacarandá, o captador provavelmente teria sido feito pelo Saraiva, antigo luthier de São Paulo que, na época, trabalhava na Del Vecchio. O Márcio colocou tarraxas Gibson Deluxe.
Para isso, teve de fechar o headstock do lap steel, que tinha aberturas, como em violões. Outra mudança foi a ponte: ele modificou um cordal da Gibson para que combinasse perfeitamente. Além disso, outro amigo sugeriu que eu colocasse um captador Seymour Duncan.
O resultado ficou excelente e serviu de referência para que o Márcio Zaganin desenvolvesse o seu próprio modelo. Já fui convidado para fazer dezenas de gravações tocando lap steel. Nos shows, esse instrumento sempre é motivo de curiosidade, já que é pouco utilizado por músicos brasileiros.
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:43 AMPostado em Artigos Varios (RSS)
O Blues
Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:33 PM por Marcos Ottaviano
O blues é um gênero que, além de guardar a alma da guitarra, consegue fazer, com elementos aparentemente simples, uma música bastante complexa. O solo abaixo mostra bem onde reside esta complexidade: na respiração do ritmo, nas mudanças de região, nos diferentes bends e na expressão cuidadosa de cada uma das notas.
A divisão rítmica, embora rica, é menos difícil do que parece: pense em 12/8 (Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três) como a pulsação natural do blues. Os americanos trabalham sempre com a divisão tercinada e isso é uma das bases do swing. Por isso, optamos pela transcrição em 4/4, a intenção original da base.
Melodicamente, o solo está construído quase todo sobre a pentatônica de A menor, e mostra muitos dos segredos de como fazer esta escala tão simples soar com sotaque bluesy. A harmonia (que você pode gravar para tocar em cima) é um blues bem simples, em A maior. Boa sorte!
Veja matéria completa na Guitar Player 59.
Atualizado: Segunda-feira, Agosto 17, 2009 5:12 PMPostado em Artigos Varios (RSS)
História do Blue Jeans
Postado em Segunda-feira, Junho 23, 2008 as 5:36 PM por AMaurin
História do Blue Jeans
História do inicio do Blue Jeans (contada por Alan Marcus)
1986: Depois de passar um ano morando nos EUA, onde eu tocava com quatro bandas de rock"n"roll, resolvi montar uma banda de rock/blues em São Paulo. A idéia era que a música eletrônica e rock brasileiro da época não comunicavam comigo de uma maneira visceral e sincera, como o rock"n"roll e o blues. A influência dos estilos principalmente do Johnny Winter, Jimi Hendrix, B.B. King, entre outros, era bem forte. Com 19 anos de idade, montei a banda, um trio. Convidei o Dedé Anderson para ser baterista, e o Ricardo no baixo (comigo na guitarra e vocal). Nossa primeira data foi no Épico's Bar, na Santo Amaro um bar de motoqueiros.
Depois de alguns shows, o Ricardo bebia muito, e uma vez urinou no próprio case do baixo no intervalo de um dos sets. Resolvemos trocar de baixista, e convidei o Chris White, um irmão de um colega meu de escola e vizinho do Dedé. Também entrou outro guitarrista, Chinho (ex-Viper).
1987-1989: Tocamos em vários bares e casas noturnas e festas em clubes. Tocamos também em shows da TV 2 Cultura (Serginho Groismann, e competição de bandas). Convidei o Toninho Fonseca para entrar na banda como baixista, já que ele era um amigo da vizinhança.
Num dos shows da TV Cultura, um especial de blues, foi onde conheci o Blues Etílicos...Eles eram 4 anos mais velhos do que eu, e eu os admirava. Também gostava muito da estética e música deles, e ficamos amigos.
1989- O baterista Dedé se casa e sai da banda, e entra o Duda na bateria, outro vizinho dele. Eu trabalhei no primeiro festival de blues do Brasil em Ribeirão Preto como assistente de mídia. Conheci e conversei com o Junior Wells, Magic Slim, e Albert Collins, entre outros grandes nomes do blues que desde então já faleceram.
Este festival foi marcante na trajetória não só do Blue Jeans, mas principalmente do blues no Brasil, pois destacou os melhores nomes do blues internacional e nacional. Depois deste festival foi que resolvi me dedicar profissionalmente somente ao blues com o Blue Jeans, pois fiquei imensamente impressionado após ter ouvido a música destes mestres, e decidi que queria fazer aquilo pelo resto de minha vida. Pedi demissão no meu emprego daquela época, e parti para tocar música profissionalmente.
Outra vertente importante na trajetória do Blue Jeans foi no encontro em um festival de música muito especial em Caxambu, Minas Gerais, onde conheci o Junior Moreno, que tocava com o Vultos na época. Neste festival, o Vultos me convidou para fazer uma canja no set deles (Johnny B. Goode) e nos demos muito bem. Fiquei impressionado com este baterista (agora atual baterista e vocalista do Blue Jeans). Achei que ele tocava no estilo antigo, com o back-beat que não se escutava mais. Nossas experiências se enriqueceram, principalmente quando o Vultos foi expulso do hotel deles, e eles tiveram que ficar no mesmo que o Blue Jeans. Dali para frente ficamos bastante amigos. Por coincidência, o baixista do Vultos, Andrei Ivanovic, é o atual baixista do Blue Jeans. Eu já conhecia o Andrei desde os 15 anos de idade, quando tocamos em outras bandas da época, então já tinha muito respeito por ele.
1990: Havia pensado muito sobre os momentos que toquei com o Junior em Caxambu e em outras canjas. Resolvi então convidá-lo para entrar no Blue Jeans, e ele topou. Foi esta formação do Junior na bateria, Toninho no baixo e eu na guitarra e vocal, onde as vertentes musicais realmente se expandiram e a banda tomou um rumo profissionalizante. O Toninho tinha um estúdio de ensaio e amplificadores lá, portanto tínhamos o "nosso espaço" para ensaios, e o tempo necessário sem ter que nos preocuparmos com horários marcados de estúdios. Ficamos bem amigos, e depois de um tempo também me mudei para a casa do Toninho, onde morei por um tempo. O convívio pessoal e musical entre os três virou bastante intenso e isto foi produtivo no processo de criação de um som próprio, de músicas próprias, de ótimos ensaios e de um entrosamento musical excepcionalmente bom.
Entre os vários lugares que tocamos, destacam-se os shows que fizemos no extinto Dama Xoc, no Aeroanta de SP e Curitiba, no Brittania, no Circo Voador no RJ onde também fizemos shows com o Sugar Blue. Tocamos ao ar livre no litoral Paulista, tocamos em casas noturnas em Ribeirão Preto, em shows de TV, fizemos um videoclipe da MTV que ganhou um prêmio de um dos 10 melhores clipes independentes do ano. Também fizemos vários shows ao vivo em rádios de SP.
Conhecemos excelentes guitarristas de blues, como o Nuno Mindelis, com quem tocamos. Também conheci o virtuoso Marcos Ottaviano, com quem fizemos shows juntos por coincidência, é o atual guitarrista no Blue Jeans agora.
1991: Matéria sobre o Blues nacional é publicada na capa da Ilustrada da Folha de SP, com foto e destaque do Blue Jeans.
1991- 1992: Convidaram-nos para fazer gravações nos estúdios da BMG no Rio, para possível contratação futura o que não aconteceu.
No final de 1992 resolvi viajar para Nova Iorque para visitar um amigo, mas queria ir para Chicago, pois tinha o telefone do Sugar Blue e Junior Wells, que me deram quando os conheci no Brasil. Acabei nunca indo para Chicago... Ao invés disso, fui para o Oriente Médio, para a Escócia, Inglaterra, e depois para os EUA. Não retornei a morar no Brasil, e sai também do Blue Jeans, sendo muito habilmente e fortemente substituído por Marcos Ottaviano na guitarra.
Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:01 AMPostado em Artigos Varios (RSS)